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REPRESENTAÇÃO POLÍTICA

Em Apoio a Entidades de Classe Cosmopolitanas

Na Grécia clássica entendia-se que no mundo prevalecem dois tipos de ordenamento. O primeiro, proveniente da natureza (cosmos); o segundo, construído pela sociedade (polis).


O desenvolvimento da humanidade ocorre na esteira do domínio ou integração entre cosmos e polis cosmópolis. E os projetos para o futuro dependem da visão de cosmópolis dos lideres de cada período.

Da época pós-medieval à época moderna, essa visão foi construída a partir da dicotomia cartesiana, na qual os fenômenos naturais eram uma coisa e questões humanas eram outra. Assim, no estado-nação prevalecia a racionalidade da exploração de recursos naturais e a dominação de grupos sociais, expressa por meio de seus líderes.

Pouco a pouco, e de maneira não pacífica, essa dicotomia foi dando lugar, inicialmente na Europa, para a visão de Newton de sistemas formais, de interdependência entre cosmos e polis e de articulação dentro de cada um dos dois. Na atualidade, há a compreensão do limite político e institucional para a ação do estado-nação, bem como do homem sobre a natureza. Reconhece-se também o imenso valor de instituições que podem operar em outros níveis, como os não nacionais, regionais, setoriais e transnacionais. As entidades de classe integram esse elenco de instituições.

Elas passaram a representar um indicador da saúde democrática de um país, já que por meio delas os diversos grupos sociais encontram meios de se representar, influir e manifestar suas necessidades de maneira não agressiva.

Nesse sentido, a Websetorial e o seu veículo de comunicação, a Carta Setorial, visam colaborar com as entidades de classe para que alcancem seus objetivos, tornando-se mais eficazes e mais adaptáveis aos complexos desafios apresentados pelos sistemas social, político,econômico e de meio-ambiente que integram. Ou seja, que atuem como entidades cosmopolitanas.
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* Roberto Macedo, Doutor em Economia pela Universidade de Harvard (EUA), é pesquisador da FIPE-USP e professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Patrícia Marrone é Mestre em Economia pela USP e consultora de entidades de classe. Ambos são sócios da Websetorial, especializada em análises setoriais.